Se tem uma coisa que a Ali Hazelwood sabe fazer muito bem é entregar exatamente aquilo que a gente espera dela. Jogo de Amor para Dois tem a cara da autora desde a primeira página: humor leve, romance cheio de tensão e personagens que vivem se provocando… e funciona.
A história acompanha Viola Bowen, que finalmente consegue a oportunidade dos sonhos: trabalhar na produção de um videogame baseado na sua série de livros favorita. Tudo parece perfeito até ela descobrir que vai precisar dividir esse projeto com Jesse Andrews, o homem que passou anos deixando claro que não suportava a presença dela.
O problema é que Viola nem sabe de onde vem essa implicância, o que deixa tudo ainda mais desconfortável.
E como se isso não bastasse, os chefes resolvem forçar uma convivência em um retiro de inverno numa pousada na montanha, reunindo equipes que claramente não se suportam. O resultado é exatamente o caos que a gente imagina: rivalidades, alfinetadas, tensão no ar e uma proximidade cada vez mais difícil de ignorar.
O que eu mais gostei na Viola é que ela não é uma protagonista apagada. Ela é competente, segura e sabe o que quer, sem se diminuir para caber em um ambiente dominado por homens. E a Ali trabalha esse machismo estrutural de forma natural, sem pesar a história, mas sem fingir que ele não existe.
O romance é bem construído, sem parecer corrido, mesmo sendo um livro curto. Tem química, provocação e aquele mal-entendido clássico que sustenta toda a tensão.
No fim, Jogo de Amor para Dois não tenta reinventar nada, mas entrega exatamente o que promete: uma leitura rápida, divertida, romântica e confortável.













































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