Em algum momento da vida, todo leitor descobre algo essencial: não importa quantas adaptações existam, há histórias que só fazem sentido quando vividas no papel. É a partir dessa percepção que nasce o livro Melhor do que nos Filmes, uma obra que dialoga com o imaginário coletivo do cinema, mas reafirma o poder insubstituível da literatura.
Mais do que uma comédia romântica contemporânea, este é um livro sobre expectativas, amadurecimento emocional e a forma como aprendemos a enxergar o amor a partir das histórias que vivemos ao longo da vida. A narrativa se constrói com leveza, humor e referências culturais conhecidas, mas seu verdadeiro impacto está na maneira como expõe sentimentos que raramente são mostrados de forma tão honesta.
Um livro sobre expectativas, e sobre aprender a abandoná-las
Um dos pontos mais fortes de Melhor do que nos Filmes é a forma como o livro trabalha a desconstrução das expectativas emocionais. A protagonista carrega uma visão muito clara de como as histórias de amor deveriam acontecer. Ela acredita em sinais, coincidências e gestos grandiosos, como se a vida estivesse sempre prestes a oferecer uma cena memorável. Isso faz com que a gente se identifique de imediato com ela: é como se pudéssemos revisitar quem já fomos no passado, olhar para dentro e reconhecer as idealizações que um dia acreditamos serem verdades absolutas, até a vida nos mostrar que o amor real raramente segue roteiros perfeitos, mas quase sempre nos transforma de formas muito mais sinceras.
Ao longo da leitura, o que se constrói não é apenas uma história romântica, mas um verdadeiro processo de amadurecimento, e é exatamente isso que aprofunda a identificação do leitor. A autora conduz a narrativa de forma a nos colocar dentro dos pensamentos da protagonista, revelando contradições, frustrações silenciosas e escolhas que nem sempre seguem a lógica. Esse tipo de desenvolvimento encontra sua força justamente na literatura, pois depende da proximidade emocional e da intimidade que só o livro é capaz de criar entre personagem e leitor.
Por que Melhor do que nos Filmes conversa tanto com leitores atuais?
Porque ele entende o leitor contemporâneo.
Este não é um livro sobre amores perfeitos, nem sobre pessoas que sempre sabem o que estão fazendo. É uma história sobre errar, insistir em ideias equivocadas e, aos poucos, aprender a enxergar o outro, e a si mesmo, com mais clareza.
Além disso, o livro também aborda a forma como usamos histórias, especialmente romances famosos, como referência para nossas próprias escolhas. Ele questiona até que ponto essas referências ajudam ou atrapalham nosso crescimento emocional.
Os filmes citados no livro Melhor do que nos Filmes
Abaixo veja a lista completa dos filmes mencionados no livro, para que você possa maratonar cada um deles:
Um Lugar Chamado Notting Hill
O Diário de Bridget Jones
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Doce Lar
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Para Todos os Garotos que Já Amei
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Kate & Leopold
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Hamilton
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Harry & Sally – Feitos um para o Outro
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10 Coisas que Odeio em Você
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Mensagem para Você
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A Verdade Nua e Crua
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Uma Linda Mulher
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Superbad – É Hoje
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Confidências à Meia-Noite
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Ela é Demais
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(500) Dias com Ela
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E o Vento Levou
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Titanic
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Scott Pilgrim Contra o Mundo
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Toy Story
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Garota Exemplar
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O Grande Gatsby
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Psicopata Americano
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Muito Bem Acompanhada
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Amor à Segunda Vista
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Vestida para Casar
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Simplesmente Amor
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Orgulho e Preconceito
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Se Brincar o Bicho Morde
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Como Perder um Homem em 10 Dias
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O Diário de uma Paixão
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O Casamento do Meu Melhor Amigo
Apesar de todas as referências culturais, Melhor do que nos Filmes nunca perde seu foco principal: a jornada emocional dos personagens e a relação do leitor com a história. O livro não depende de adaptações, nem de comparações diretas, para funcionar. Ele se sustenta sozinho, justamente porque entende o valor da leitura como experiência completa.
Melhor do que nos Filmes é uma leitura ideal para quem ama romances, mas também para quem já percebeu que a vida real é mais complexa do que qualquer roteiro. É um livro que acolhe o romantismo, mas convida à maturidade. Que celebra histórias conhecidas, mas defende a profundidade que só a literatura proporciona.























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